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Entrega da declaração de IRS

Arranca hoje o período de entrega em papel das declarações de IRS relativas aos rendimentos das categorias A (trabalhadores dependentes) e H (pensionistas), auferidos no decurso de 2014. O prazo de entrega, para quem queira apresentar a declaração em papel, termina a 31 de março. Os trabalhadores dependentes e pensionistas que optarem por entregar a declaração por via eletrónica terão de fazê-lo no decurso do mês de abril.

DEDUÇÕES
A soma das deduções à coleta relativas a despesas de saúde, despesas de educação e formação, encargos com lares, pensões de alimentos e encargos com imóveis não pode exceder os limites constantes da seguinte tabela (acresce 10% por cada dependente):

Rendimento Coletável (€)
Limite (€)
1 Dependente
2 Dependentes
3 Dependentes
Até 7.000
Sem limite
Sem limite
Sem limite
Sem limite
De mais de 7.000 até 20.000
1.250
1.375
1.500
1.625
De mais de 20.000 até 40.000
1.000
1.100
1.200
1.300
De mais de 40.000 até 80.000
500
550
600
650
Superior a 80.000
0
0
0
0











Despesas de saúde
É possível deduzir à coleta do IRS 10% das despesas com a  saúde, até um valor máximo de € 838,44 por agregado familiar. Se o agregado familiar for composto por três ou mais dependentes, este teto é majorado (€ 125,77 por cada dependente), desde que todos tenham despesas de saúde e apenas no que diz respeito aos gastos sujeitos à taxa reduzida de IVA (6% no Continente, 5% na Madeira e 4% nos Açores). Já no que respeita às despesas de saúde sujeitas à taxa normal de IVA, estas podem ser deduzidas até 2,5% (no máximo de €65), desde que estas despesas sejam justificadas com a respetiva receita médica.

Despesas de educação e formação
As despesas de educação e formação dos sujeitos passivos e seus dependentes podem ser deduzidas à coleta até 30%  (com um limite de máximo de € 760, acrescido de € 142,50 por cada dependente dos agregados familiares onde existam três ou mais dependentes com 
despesas de educação.

Pensões de alimentos
No que diz respeito às pensões de alimentos a que o sujeito passivo esteja obrigado por sentença judicial ou acordo homologado nos termos da lei civil (com exceção dos casos em que o seu beneficiário faça parte do mesmo agregado familiar ou relativamente ao qual estejam previstas deduções ou, sendo maior, tenha deixado de reunir os requisitos para ser considerado como dependente), são dedutíveis 20% das importâncias comprovadamente suportadas e não reembolsadas com o limite mensal de € 419,22 no máximo de € 5 030,64 por beneficiário.

Encargos com lares
Relativamente a encargos com lares relativos aos sujeitos passivos, ascendentes e colaterais até ao 3.º grau, são dedutíveis até 25% das importâncias despendidas com o limite de € 403,75.

Contratos de arrendamento
Os arrendatários podem deduzir um montante até 15% das suas rendas mensais (com um teto máximo de € 502), mas apenas para os contratos de arrendamento celebrados ao abrigo do NRAU, o que faz com que as rendas antigas, anteriores a 1990, não possam ser abatidas no IRS.

Empréstimos à habitação
Os juros de dívidas ou prestações com a aquisição de habitação permanente do próprio ou de casa colocada em mercado de arrendamento são dedutíveis à coleta (num valor de 15%), com num limite de € 296, mas apenas para os contratos de crédito à habitação celebrados até 31 de dezembro de 2011.

Planos poupança reforma
No que concerne às aplicações em fundos e planos poupança reforma são dedutíveis à coleta por 20% dos valores aplicados por cada sujeito passivo não casado ou por cada um dos cônjuges (ou seja, os valores duplicam para os sujeitos passivos casados). A dedução tem limites máximos, mas estes vão baixando à medida que a idade dos seus subscritores aumenta. Assim, quem tinha menos de 35 anos (à data de 1 de janeiro de 2014), tem como limite os € 400; quem tinha entre 35 e 50 anos, no mesmo período, pode abater até €350; já quem tinha mais de 40 anos, pode abater um máximo de € 300.

Seguros de saúde
Podem ser deduzidos ao IRS 10% dos prémios com seguros de saúde, até um máximo de € 100 para contribuintes casados e € 50 para não casados. Note-se, no entanto, que os seguros abrangidos são poucos: apenas são abrangidos os prémios de seguros que cubram exclusivamente riscos de saúde ou contribuições pagas a associações mutualistas (seja pelos contribuintes ou pelos seus dependentes). Cada filho permite uma dedução adicional de € 25. Já no que diz respeito aos prémios de seguros de vida ou contribuições para associações mutualistas pagas por sujeitos passivos com deficiência fiscalmente relevante, existe a possibilidade de dedução até 25% das importâncias despendidas com o limite de 15% da coleta do IRS.

IVA suportado com prestadores de serviços suspeitos de não pagarem impostos
Por último, pode ser deduzido 15% do IVA suportado com o limite global de € 250,00 relativo a faturas que titulem prestações de serviços relativas a manutenção e reparação de veículos automóveis, manutenção e reparação de motociclos, de suas peças e acessórios, alojamento, restauração e similares e salões de cabeleireiro e institutos.

POPULAR

DECLARAÇÃO DE IRS: MODELO 49

Nas situações em que o sujeito passivo aufira rendimentos de fonte estrangeira relativamente aos quais tenha direito a crédito de imposto por dupla tributação internacional, cujo montante não esteja determinado no Estado da fonte até ao termo dos prazos normais de entrega da declaração de IRS (de 15 de março a 15 de abril, quando os sujeitos passivos apenas hajam recebido ou tenham sido colocados à sua disposição rendimentos das categorias A e H; de 16 de abril a 16 de maio, nos restantes casos), o sujeito passivo pode entregar a declaração até ao dia 31 de dezembro desse ano (artigo 60.º, n.º 3 do Código do IRS).  Esta possibilidade de prorrogação do prazo está ainda condicionada à comunicação pelo sujeito passivo à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), dentro do prazo geral previsto para a entrega da declaração modelo 3, de que cumpre as condições previstas no n.º 3 do artigo 60.º do Código do IRS, devendo também indicar a natureza dos rendimentos e o respetivo Estado da

COMBATE Á ELISÃO FISCAL

Entrou em vigor no dia 4 de maio a lei que transpõe parcialmente para a ordem jurídica nacional a Diretiva que estabelece regras contra as práticas de elisão fiscal que tenham incidência direta no funcionamento do mercado interno. O diploma altera a Lei Geral Tributária (LGT), o Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT) e o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC). Trata-se de implementar no sistema fiscal português duas diretivas Anti Elisão Fiscal (uma de 2016 e outra de 2017 que a altera) que incluem medidas para tornar a tributação das sociedades mais eficiente, nomeadamente mecanismos antiabuso direcionados em particular às empresas multinacionais e a operações transfronteiras. A transposição da matéria relativa a assimetrias híbridas que também faz parte desse conjunto de medidas europeias, ficou para mais tarde. O prazo de transposição dessas regras termina a 1 de janeiro de 2020. O sistema fiscal português passa a incluir soluções sobr

COVID-19: PRAZOS E DILIGÊNCIAS PROCESSUAIS

Entrou hoje em vigor, a Lei nº 1-A/2020, publicada em 3.º suplemento ao Diário da República de 19 de Março, que estabelece “medidas excecionais e temporárias de resposta à situação epidemiológica provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e da doença COVID-19." O referido diploma aprovado pela Assembleia da República, tem como escopo a ratificação e aprovação de um conjunto de medidas excecionais e temporárias de resposta à situação epidemiológica provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, agente causador da doença COVID-19. Deixamos aqui, uma nota meramente informativa das medidas que se referem aos atos processuais e procedimentais que devam ser praticados, durante o período da pandemia que está a afetar a nossa sociedade. Aplicação do regime das férias judiciais Estabelece o nº 1 do artigo 7º da Lei nº 1-A/2020, que aos atos processuais e procedimentais que devam ser praticados no âmbito dos processos e procedimentos, que corram termos nos Tribunais Judiciais, Tribunais Administrat

LIVRO DE RECLAMAÇÕES ELETRÓNICO

O prazo limite para registo dos diversos operadores no Livro de Reclamações Eletrónico, inicialmente fixado em 1 de julho p.p., foi prorrogado até 31 de dezembro de 2019. Este prolongamento visa, por um lado, evitar constrangimentos na plataforma decorrente do elevado número de acessos e, por outro, garantir que o Livro de Reclamações Eletrónico estará disponível em todos os setores.

IDADE NORMAL DE ACESSO À PENSÃO DE VELHICE EM 2017 E FATOR DE SUSTENTABILIDADE EM 2016

A idade normal de acesso à pensão de velhice do regime geral de segurança social passará em 2017 dos atuais 66 anos e 2 meses para 66 anos e 3 meses. O fator de sustentabilidade aplicável ao montante estatutário das pensões de velhice do regime geral de segurança social atribuídas em 2016, dos beneficiários que acedam à pensão antes da idade normal de acesso à pensão em vigor neste ano, é de 0,8666, considerando o indicador da esperança média de vida aos 65 anos, verificado em 2000 e em 2015.  O fator de sustentabilidade aplicável ao montante regulamentar das pensões de invalidez relativa e de invalidez absoluta atribuídas por um período igual ou inferior a 20 anos, convoladas em pensão de velhice em 2016, é de 0,9349, o indicador da esperança média de vida aos 65 anos, verificado em 2006 e em 2015. Referências: Portaria n.º 67/2016, de 1 de abril  [clique para consultar o diploma].