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INE: VALOR MÉDIO DE AVALIAÇÃO BANCÁRIA RELATIVA À HABITAÇÃO AUMENTOU

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados hoje, o valor médio de avaliação bancária, realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação, situou-se em 1065 euros/m2 em junho, o que correspondeu a uma variação em cadeia de 0,5% (0,6% no mês anterior). A Área Metropolitana de Lisboa, com um aumento de 1,2% (1291 euros/m2), foi a que mais contribuiu para a variação do agregado. Comparativamente com o período homólogo, o valor médio de avaliação no total do País registou um aumento de 3,4% em junho (variação de 3,3% no mês anterior). Os aumentos mais expressivos foram observados na região do Algarve (4,9%) e na Região Autónoma da Madeira (4,5%). 

Nos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária situou-se em 1105 euros/m2 em junho, aumentando 0,2% quando comparado com o mês anterior. A Área Metropolitana de Lisboa, ao passar de um valor médio de 1277 euros/m2 em maio, para 1286 euros/m2 em junho (variação de 0,7%), foi determinante na variação do valor médio do País. Em termos homólogos, o valor médio de avaliação dos apartamentos aumentou 2,5%, refletindo as variações positivas de grande parte das regiões NUTS II. O Norte e a Área Metropolitana de Lisboa, com taxas de variação de 4,5% e 2,1%, respetivamente, deram os contributos mais relevantes para a variação observada nesta natureza de alojamento. O valor médio de avaliação nas tipologias de apartamentos T2 e T3 situou-se, respetivamente, em 1102 euros/m2 e 1039 euros/m2. Comparando com o mês anterior, verificou-se uma diminuição de 5 euros/m2 na tipologia T2, enquanto na T3 o valor médio manteve-se igual ao observado em maio. 

No que diz respeito às moradias, o valor médio de avaliação bancária para o total do País situou-se em 992 euros/m2, o que traduziu um aumento de 10 euros/m2 comparativamente com o valor observado em maio (variação de 1,0%). Em maio tinha-se registado um aumento de 13 euros/m2 face ao mês anterior. Por NUTS II, com exceção da região do Centro (diminuição de 1 euro/m2, para um valor médio de 863 euros/m2), todas as regiões apresentaram crescimentos do respetivo valor médio de avaliação. Face ao período homólogo, o valor médio das moradias aumentou 4,3% em junho (aumento de 4,1% em maio). As moradias de tipologia T3 e T4 registaram valores médios de avaliação de 966 euros/m2 e de 997 euros/m2 (acréscimos, face ao mês anterior, de 2 euros/m2 e de 11 euros/m2, respetivamente).

POPULAR

NOVO REGIME DAS CONTRAORDENAÇÕES ECONÓMICAS

Foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 9/2021, de 29 de janeiro, o Regime Jurídico das Contraordenações Económicas.   Este decreto-lei estabelece um procedimento comum a todas as contraordenações económicas, garantindo maior segurança jurídica e uniformizando e consolidando o regime contraordenacional aplicável em matéria económica; garante um melhor equilíbrio entre, por um lado, as coimas e sanções acessórias aplicáveis e, por outro, os bens jurídicos que se pretendem proteger; simplifica a tramitação processual, tornando-a mais célere e eficaz, em benefício dos operadores económicos e dos consumidores. Os procedimentos contraordenacionais passam a ser idênticos em todos os setores de atividade económica. À semelhança de outros regimes contraordenacionais, as contraordenações passam a ser classificadas, em função da sua gravidade, como «leves», «graves» e «muito graves», sendo os limites máximos da coima a aplicar, no caso das pessoas coletivas, determinados pela sua dimensão, distinguind

OBRIGATORIEDADE DE REGISTO DO BENEFICIÁRIO EFETIVO

Há mais uma obrigação jurídica a que é preciso dar atenção. O Regime Jurídico do Registo Central do Beneficiário Efectivo criado pela Lei 89/2017, de 21 de Agosto , impõe a obrigatoriedade de registo, na respetiva base de dados, de informação exacta e actual sobre a pessoa ou as pessoas singulares que, ainda que de forma indireta ou através de terceiro, detêm a propriedade ou o controlo efectivo das pessoas coletivas. O registo é obrigatório para todas as entidades constituídas em Portugal ou que aqui pretendam fazer negócios e manter o registo actualizado, sob pena de ser aplicada uma coima que pode variar entre € 1.000,00 e € 5.000,00 e de não ser possível a distribuição de lucros e a realização de negócios sobre imóveis. A declaração inicial tem de ser efectuada nos 30 dias posteriores à constituição da pessoa colectiva ou, no caso das pessoas colectivas já constituídas, até ao dia 30 de Abril de 2019, tratando-se de entidades sujeitas a registo comercial, e até 30 de Junho de 2

NOVOS VALORES DO ABONO DE FAMÍLIA, DO ABONO PRÉ-NATAL E RESPETIVAS MAJORAÇÕES

Entra hoje em vigor a Portaria n.º 11-A/2016, de 29 de janeiro , que procede à atualização dos montantes do abono de família para crianças e jovens, do abono de família pré-natal, e respetivas majorações.  O abono de família para crianças e jovens beneficia de um aumento correspondente a 3,5 % para o 1.º escalão de rendimentos, 2,5 % para o 2.º escalão e 2 % para o 3.º escalão.  As majorações para as famílias mais numerosas são igualmente atualizadas tendo por referência os valores fixados para o abono de família para crianças e jovens.  A referida portaria reflete ainda o aumento da percentagem da majoração do montante do abono de família para crianças e jovens inseridos em agregados familiares monoparentais, de 20 %, para 35 %, através do Decreto -Lei n.º 2/2016, de 6 de janeiro.

COVID-19: REGIME EXCECIONAL DE CONTRATAÇÃO PÚBLICA E AUTORIZAÇÃO DA DESPESA

Foi publicado, em 1.º suplemento ao Diário da República de 13 de Março, o Decreto-Lei n.º 10-A/2020, da mesma data, que “estabelece medidas excecionais e temporárias relativas à situação epidemiológica do novo Coronavírus – COVID 19”. Entre toda uma panóplia de matérias tratadas no diploma, foi aprovado um conjunto de medidas transitórias em matéria de contratação pública e de autorização de despesa, com vista à prevenção, contenção, mitigação e tratamento de infeção epidemiológica por COVID-19, bem como à reposição da normalidade em sequência da mesma. Deixamos aqui uma análise preliminar, e meramente informativa das referidas medidas excecionais e temporárias aprovadas. Utilização do ajuste direto De acordo com o nº 1 do artigo 2º do DL nº 10-A/2020, de 13 de Março, é atribuída às entidades do setor público empresarial e do setor público administrativo, bem como, com as necessárias adaptações, às autarquias locais, a possibilidade de adoção do ajuste direto para a ce

PROCESSO EXTRAORDINÁRIO DE VIABILIZAÇÃO DE EMPRESAS (PEVE)

A Lei n.º 75/2020, de 27 de novembro veio criar o Processo Extraordinário de Viabilização de Empresas (doravante, PEVE), no âmbito da crise económica decorrente da pandemia da doença COVID-19. A)    Finalidade e natureza do PEVE O PEVE destina-se à empresa que, comprovadamente, se encontre em situação económica difícil ou em situação de insolvência iminente ou atual em virtude da pandemia da doença COVID-19 mas que ainda seja suscetível de viabilização. O PEVE pode ser utilizado por qualquer empresa que, não tendo pendente PER ou processo especial para acordo de pagamento à data da apresentação do requerimento, reúna as condições necessárias para a sua viabilização e que, de acordo com as normas contabilísticas aplicáveis conjugadas com o previsto no n.º 3 do artigo 3.º do CIRE, demonstre ter, em 31 de dezembro de 2019, um ativo superior ao passivo. O PEVE  pode ainda ser utilizado por qualquer micro ou pequena empresa, na aceção do anexo ao Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de novembro,